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Reuso da Água – Conheça a casa que aproveita a água da chuva

Conheça a casa que aproveita a água da chuva

 

O professor José Carlos Simões Florençano, 51 anos, colocou em prática as lições transmitidas aos alunos do Departamento de Engenharia Civil da Unitau (Universidade de Taubaté) e está construindo uma casa que aproveita a água da chuva.

A “casa ecológica” de Florençano está em fase final de construção, e deve ficar pronta em pouco mais de dois meses. Enquanto isto, as três caixas que captam a chuva coletada das calhas já estão cheias e prontas para despejar a água na limpeza do quintal, irrigação do jardim e lavagem de carros. São três mil litros no total.

O professor, que também é vice-presidente da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) do Vale do Paraíba, quer mostrar com seu exemplo a viabilidade do sistema, que pode permitir uma economia mensal na conta de água entre 15% e 20%. “Meu projeto é para uma residência do tipo sobrado, um sistema intermediário que aproveita a gravidade. Não há necessidade de bombeamento.”

O sistema é simples, fácil e, principalmente, barato. Como resume Florençano, um melhoramento do que já era feito nos castelos medievais. “Os castelos da idade média já tinham essa tecnologia. De certa forma, nós a havíamos perdido e agora tentamos resgatá-la.”

Funcinamento

Entre a chuva e as torneiras, a água é captada por um sistema de calhas e direcionada para uma primeira caixa. A gravidade volta a ajudar com um processo natural de decantação ¿ as partículas sólidas descem para o fundo. A segunda e a terceira caixas d´água servem como reservatórios.

Todas as caixas estão no segundo pavimento, sob o telhado. Dali, uma tubulação exclusiva para a água de chuva percorre as paredes do muro de recuo da divisa da casa e termina em cinco pontos para uso. Todas as torneiras são identificadas pela cor vermelha e pequenas placas com os dizeres “água não potável”.

“Proteção é necessário. É aconselhável descartar a água dos primeiros 10 minutos de chuva para evitar a poeira acumulada no telhado. As caixas devem ser lavadas a cada seis meses, além de ficarem tampadas”, disse Florençano.

Cálculos

Apesar da simplicidade do sistema, Florençano teve que colocar na ponta do lápis sua viabilidade econômica e estrutural. “Calculei que gastaria dois mil litros de água por mês para regar meu jardim de 150 metros quadrados durante dois dias por semana. Mais 400 litros para limpar uma calçada de 40 m a cada dois dias e os outros 600 litros para a lavagem de dois carros duas vezes semanais.”

Com sua demanda definida, o professor foi pesquisar nos arquivos do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) a média histórica das chuvas em Taubaté. “Peguei as piores médias, que são em junho, julho e agosto.”

Por último, Florençano cruzou os dados com a área do telhado para conseguir o volume de água que podia captar. “Você gasta uns R$ 50 para comprar três caixas d´água. Tubos de PVC, torneiras de jardim, registros, tudo isso somado não chega a R$ 500. E vou ter uma economia de 15% a 20% de água por mês, com manutenção praticamente zero.”

Apoio

Florençano defende o estímulo governamental ao uso do sistema que, segundo ele, também é viável em residências populares, fábricas, conjuntos habitacionais e prédios.

“Nossas autoridades poderiam aproveitar o exemplo como incentivo e também usar o mesmo sistema no serviço público. A Prefeitura de São Caetano (SP) lava suas ruas com água da chuva. Em Hamburgo (Alemanha), por exemplo, quem capta água da chuva tem US$ 2.000 de economia nos impostos.”

Fonte: Terra
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