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Apostar na energia solar dá sustentabilidade

Portugal: Apostar na energia solar dá sustentabilidade e diminui factura energética.
O projecto “Óbidos Solar” vai apoiar os munícipes daquele concelho no uso das energias renováveis para a produção de energia eléctrica e águas quentes sanitárias.

Numa primeira fase pretende-se colocar de painéis fotovoltaicos e solares térmicos em 1500 fogos do concelho, ficando para as famílias um baixo custo no investimento para a aquisição e instalação dos mesmos, na ordem dos mil euros.

Também alguns caldenses, sem qualquer apoio autárquico, estão a beneficiar da campanha estatal para a instalação de painéis solares para aquecimento de água e de painéis fotovoltaicos para a produção de energia. Mesmo suportando a totalidade do investimento e recorrendo a empréstimos bancários, constatam que estes projectos são rentáveis.

Nesta edição os leitores também podem conhecer uma iniciativa de alunos finalistas do Colégio Rainha D. Leonor sobre a mesma temática que deu resultados concretos.

Óbidos quer instalar painéis fotovoltaicos e térmicos em 1500 fogos no concelho

O projecto autárquico “Óbidos Solar” pretende apoiar os munícipes no uso das energias renováveis na produção de energia eléctrica e águas quentes sanitárias. O objectivo é a colocação de painéis fotovoltaicos e solares térmicos em 1500 fogos do concelho, tendo as famílias um baixo custo no investimento de aquisição e instalação.

Nos primeiros 15 dias de funcionamento do projecto “Óbidos Solar” foram efectuados 150 pedidos de informação, através do portal da Câmara, dos quais 30 já estão formalizados. O projecto foi apresentado a 5 de Junho (Dia do Ambiente) e possibilita aos habitantes, através de um investimento inicial máximo de mil euros e da cedência de posição contratual a uma empresa parceira, instalar uma unidade de microprodução (com painéis fotovoltaicos e solares térmicos). O objectivo é permitir poupar cerca de 75 % da factura energética com o aquecimento de águas sanitárias e receber nos primeiros nove anos 25 % da receita da venda de energia à EDP. Após este período de concessão as famílias passam a receber a totalidade da venda de energia.

O fornecimento do serviço poderá ser feito por uma das nove empresas da área que assinaram um contrato de parceria com a autarquia e que se encontram discriminadas no site do município (www.cm-obidos.pt). Os interessados podem efectuar uma pré-inscrição e consultar as condições propostas pelas empresas, analisar no local as melhores soluções e apoiarem os aderentes na inscrição no Portal Renováveis na Hora.

O apoio está igualmente a ser disponibilizado no gabinete do ambiente da Câmara, Espaço Internet, Óbidos Requalifica e Juntas de Freguesia.

De acordo com o presidente da Câmara, Telmo Faria, esta não investe dinheiro no projecto, apenas funciona como negociador, colocando um conjunto de condições que possibilitem ao cidadão investir no equipamento. Para o autarca a instalação das 1500 microproduções é apenas a primeira fase, pois está convencido que dentro que alguns anos irão alargar esta meta.

Além do rendimento que pode possibilitar, o autarca destaca a importância da aposta no caminho da sustentabilidade ambiental.

O vereador do Ambiente, Humberto Marques, destacou que, com esta iniciativa, a autarquia procura ajudar na “democratização” do acesso às energias renováveis, permitindo também “que as famílias não tenham que se endividar para ter este tipo de energia”. Além dos cidadãos não terem que recorrer ao crédito, o autarca apresentou previsões de uma receita expectável de 30 mil euros em 15 anos e uma redução de custo com aquecimento de águas estimado em seis mil euros. Estes dados pressupõem a existência de 1500 horas de sol por ano.

O Óbidos Solar permitirá reduzir a emissão de 60 mil toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, estima o autarca. Trata-se de 40% do total que pretendem reduzir com o programa Carbono Social, lançado pela autarquia há 18 meses e que possui em execução 19 programas.

“É um projecto bom para os cidadãos do concelho”

Cátia Dias e Sandro Valério, um jovem casal residente no concelho de Óbidos assistiu à apresentação do Óbidos Solar. Voltaram porque estão interessados em fazer parte da iniciativa de investir mil euros em lugar de, provavelmente, 25 mil euros, o valor que ronda o investimento para os painéis fotovoltaicos para os privados, como é contado na história das Caldas da Rainha.

“Viemos tomar conhecimento do que é necessário para poder fazer esse investimento”, conta Cátia Dias, que considera o projecto bom para os cidadãos do concelho, embora ainda não tenha visto as propostas das nove empresas.

“Era do nosso interesse fazer a instalação dos painéis, daqui por uns anos porque é um investimento muito grande, mas neste caso, e com esta iniciativa, vamos tentar ver se é possível colocar mais cedo”, refere.

Os jovens construíram casa recentemente e já possuem dois metros quadrados de energia solar térmica, para águas quentes sanitárias.

Fonte: Fátima Ferreira – gazetacaldas.com

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