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Vamos Pensar! Apagão é bom, ruim ou uma oportunidade?

Iluminação publica

 

 

Artigo muito interessante que resolvi publicar na integra: Quando as luzes se apagaram em grande parte do Brasil na noite desta terça-feira (10), coube ao rádio, único meio de comunicação disponível à maior parte das pessoas em meio ao blecaute, alertar para os riscos de se ficar nas ruas. O rádio chegou a transmitir recomendações do governo para que as pessoas não saíssem de casa para evitar a possível violência.

 

 

Blecautes paralisam a maior parte dos alarmes contra roubo, causam caos no trânsito, permitem que criminosos atuem de forma mais fácil, mas, segundo o pesquisador norte-americano David Nye, também podem ter efeitos positivos para a sociedade. “A segurança é baseada na energia, mas um blecaute também revela como pessoas se tornaram isoladas por conta dos sistemas elétricos. Quando a TV, o som e o computador não funcionam, elas descobrem que têm vizinhos”.

 

Nye vem estudando os apagões registrados nos Estados Unidos desde 1935 em uma pesquisa a ser lançada no próximo ano no livro “When the lights went out” (Quando as luzes se apagaram, em tradução livre). Professor na Universidade do Sul da Dinamarca, ele tem mais de uma dezena de livros publicados sobre tecnologia e energia elétrica. 

Segundo Nye, apagões funcionam como uma “porta de entrada” que é empurrada pela sociedade e leva a uma situação completamente nova. “As pessoas podem ajudar umas às outras, podem decidir saquear lojas, podem começar uma festa nas ruas, ou apenas ficar em casa pacientemente esperando que ele termine.

 

Muitas vezes vemos que as pessoas passam a conhecer seus vizinhos enquanto lutam para resolver os problemas advindos do blecaute, criando uma solidariedade surpreendente. No caso de um grande blecaute em Nova York em 1965, a maior parte das pessoas lembra dele como uma experiência positiva. A criminalidade foi mais baixa do que o normal, e milhões de pessoas foram às ruas e se divertiram.”

Energia alternativa

Nye explicou que as cidades industriais são dependentes demais de eletricidade, e que a tendência é de radicalização desse cenário. “Não há alternativa rápida, para o curto prazo. É tecnicamente possível, no entanto, criar um sistema energético menos centralizado, para encorajar as pessoas a produzirem parte da sua própria energia com matrizes eólicas e solares, além de ter sistemas de reserva para serviços essenciais, se tornando menos dependente de um único fornecedor”.

Se tivéssemos uma grande rede, ainda que secundária, de energias renováveis e alternativas – eólica, solar, etc. – não teríamos sofrido tanto com esse tipo de acontecimento. Esse blecaute só nos leva à certeza de que a energia como ela é hoje é insustentável, politicamente falando. Casos como esse tendem a acontecer mais vezes e é uma boa oportunidade de começar a se pensar seriamente numa política de massificação de energia alternativas, com subsídios para implementação de uma rede interligada de energia renováveis.

Nye continua: “Um blecaute de até duas horas como este deveria ser esperado periodicamente. Não importa o quão bem o sistema de transmissão seja desenhado e construído, ele é apenas uma máquina num mundo de falhas técnicas, acidentes e erros humanos ocasionais. Normalmente, quando um blecaute termina, todos começam uma ‘caça às bruxas’ para identificar o responsável.

 

A ideia parece ser a de que ter este sistema elétrico gigantesco funcionando é perfeitamente normal e que qualquer defeito é um erro inaceitável. Mas nada vai funcionar 24 horas por dia para sempre. Quanto mais eu estudo isso, mais me impressiono com o fato de que a maioria desses sistemas funcionem bem quase todo o tempo.”

Para pensar: quantos de vocês têm acesso a algum tipo de energia renovável?

Fonte: G1

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