Lei americana obriga reciclagem de eletrônicos Reviewed by Vida sustentável on . Em meados de junho, Edward Reilly, 35, finalmente abandonou a televisão que tinha desde os tempos da faculdade. Apesar do aparelho Mitsubishi já estar ultrapass Em meados de junho, Edward Reilly, 35, finalmente abandonou a televisão que tinha desde os tempos da faculdade. Apesar do aparelho Mitsubishi já estar ultrapass Rating:
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Lei americana obriga reciclagem de eletrônicos

Em meados de junho, Edward Reilly, 35, finalmente abandonou a televisão que tinha desde os tempos da faculdade. Apesar do aparelho Mitsubishi já estar ultrapassado, Edward evitou colocá-lo no lixo de sua casa em Portland, Maine, por muitos anos, simplesmente porque conhecia os perigos ambientais que isso representava.

“Todo mundo sabe que se o aparelho for parar no lixão ele irá contaminar o lençol d’água”, ele disse. “Seus químicos poluem”. Mas no dia seguinte à conversão nacional para a televisão digital, no dia 12 de junho, Reilly decidiu fazer uso de uma série de leis do Maine que exige que os fabricantes dos aparelhos reciclem seus produtos gratuitamente.


Ele entregou sua televisão em um ponto de coleta de lixo eletrônico perto de sua casa e imediatamente conquistou sua “paz de espírito”.
Ao longo do dia, outros 700 moradores de Portland fizeram o mesmo.
Desde 2004, 18 Estados e a cidade de Nova York aprovaram leis que obrigam os fabricantes de eletrônicos a reciclarem seus produtos e outras regras similares foram introduzidas em outras 13 Estados neste ano.

As leis devem prevenir que uma série de equipamentos eletrônicos antiquados (televisões, computadores, monitores, impressoras, máquinas de fax) chegue aos lixões onde podem vazar químicos que atingiriam os lençóis e possivelmente prejudicariam a água potável.
A agência estima que 99.1 milhões de televisores estão guardados em salas e porões de todo o país sem utilidade. A resposta do consumidor à reciclagem destes bens em Estados que aprovaram a nova lei tem sido enorme.

Os legisladores estaduais afirmam que não podiam esperar uma lei federal. Com a atualização constante das tecnologias, os fabricantes criam a obsolência em muito de suas criações, fazendo com que eletrônicos antiquados sejam despejados no sistema de coleta de lixo.
A Agência de Proteção Ambiental estima que 2.6 milhões de toneladas de lixo eletrônico foram despejadas nos aterros sanitários em 2007, o último ano que registrou a informação. Depois de enterrado, o lixo vaza venenos como solventes de cloro e metais pesados no solo e no lençol freático.

Os programas de reciclagem não lidam com o problema dos eletrônicos que já vazam químicos nos aterros. Tampouco impede o envio de embalagens plásticas com retardadores de incêndio ao exterior, para países pobres e em desenvolvimento, onde geralmente são incinerados e poluem o ar com seus químicos.

Fonte:  LESLIE KAUFMAN – Portal IG

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