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Casa Cor Rio: Casa sustentável tem telhado verde e piso de coco

Casa sustentável tem telhado verde e piso de coco

 

Telhados que viram jardins com placas irrigadas e impermeabilizadas, casas instantâneas montadas em contêineres, pisos de casca de coco, eletrodomésticos que gastam pouquíssima energia.

São soluções para a casa sustentável propostas pelos arquitetos que participam do Casa Cor Rio de Janeiro, que começa nesta terça (1) no Jockey Club e vai até 13 de outubro.

 

Propondo um estilo de vida ambientalmente correto, o evento aposta na sustentabilidade de uma “casa verde”, comemorando o centenário de Burle Marx com jardim criado por Haruyoshi Ono, sócio do paisagista.
As sócias Patricia Mayer e Patricia Quentel, da 3Plus, que organiza o Casa Cor no Rio, convidaram o SustentaX, grupo de empresas que trabalha a sustentabilidade corporativa, para transmitir aos participantes esse novo conceito.

Acreditada pela ONG United States Green Building Council Brasil, a SustentaX confere um selo de sustentabilidade. O objetivo é desenvolver a indústria das construções sustentáveis, diminuindo assim o impacto ambiental causado pelo mercado imobiliário.

Paola Figueiredo, diretora de novos negócios da SustentaX, visitou os ambientes do Casa Cor e destacou os que mais chamaram sua atenção.

Estúdio sustentável de Márcia Muller.  Na estante ela usou leds; algodão do cortinado é orgânico (Foto: Kitty Paranaguá / Divulgação)

Um deles foi o ecotelhado da estufa projetada por Ivan Rezende. “O ecotelhado ou telhado verde”, explica Paola, “diminui a temperatura até o terceiro andar”. Quem entra na estufa, sente como se estivesse com o ar refrigerado ligado a mil em clima de floresta.

Telhado verde

“Criamos uma superfície de bandejas de aço sobre estrutura metálica, impermeabilizamos e colocamos nelas um substrato feito de placas de material reciclado. Por cima aplicamos uma manta”, conta Rezende, que trabalhou com a empresa Ecotelhado, do Rio Grande do Sul.

Na estufa, há mudas de espécies originais da Mata Atlântica, cedidas pela reserva Vale, localizada em Linhares. A grande atração é um painel verde, coberto de plantas, todo computadorizado, criado pela empresa Greenwall Biossistemas Urbanos.

“O sistema, uma tecnologia australiana, alimenta as plantas com nutrientes, recolhe a água que sobra e a devolve, recomeçando o processo”, explica Ivan Rezende.

No revestimento do teto e do piso, a estufa traz para o Brasil as placas de amroc viroc, composto reciclado de cimento e madeira.

“As placas podem ser cortadas do tamanho desejado e podem ser pintadas ou usadas no tom natural. Em Portugal e na Espanha você encontra belas construções com elas”, explica Mili Kessler, que representa a novidade aqui.

Fácil de montar e desmontar

O estúdio do estudante, de Angela Leite Barbosa, também chamou a atenção de Paola Figueiredo. A arquiteta se inspirou num estudante de gastronomia que viaja o mundo atrás de novos sabores e criou um estúdio de 40 metros quadrados, com armários contêineres que funcionam como estante, armário, estrado e até para transporte de objetos e mudanças.

“É tudo montado com parafuso, sem usar cola, além de ser móvel e fácil de ser deslocado”, diz Paola.

Conteiner recheado de móveis de Arnaldo Danemberg: tratamento térmico com paredes de isopor, chão de mármore .

De acordo com ela, casa sustentável não é sinônimo de material de baixa qualidade. “A sustentabilidade pode acontecer num ambiente sofisticado mas tem que significar economia no consumo de energia”, explica.

Casa contêiner e piso de casca de coco

O contêiner recheado de antiguidades da Sotheby’s e de Arnaldo Danemberg foi criado por Leonardo Gandolpho e Anna Carvalho.

Jeito móvel de viver, segundo Gaysa Gandolpho, o contêiner é rápido e mais barato de montar. “É tratado termicamente com isopor, o chão é de mármore e, sem os objetos, custou R$ 22 mil e levou 10 dias para ficar pronto”, conta Gaysa.
No estúdio sustentável da arquiteta Márcia Muller, a geladeira e o fogão gastam menos energia do que uma lâmpada incandescente.

[Fonte]

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