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Casa Auto Sustentável

Casa Auto Sustentável
Casa auto-sustentável – O desenvolvimento de novos materiais e processos construtivos chega enfim à maturidade, viabilizando o conceito de habitação que gera a energia de que precisa e ainda “exporta” a parte excedente para a rede pública. Isso se traduz, por exemplo, na existência de dois medidores de fluxo elétrico: o tradicional, que registra o consumo, e um segundo, para marcar a quantidade de energia fornecida pela habitação à rede pública.
A conta final, de crédito ou débito, é expressada pela diferença entre esses dois números. O que implica também numa nova postura das autoridades e concessionárias de energia, que sempre direcionaram suas políticas no sentido da venda de eletricidade, nunca na compra de energia no mercado varejista representado pelo consumidor/produtor final.

 

Casa auto-sustentável é Ecologica  

 

E como as habitações conseguem essa proeza? Primeiro, com os novos painéis solares nos telhados, que já atingem altos graus de eficiência na transformação da energia luminosa em elétrica. Segundo, com o uso de materiais construtivos e equipamentos para regular e conservar a temperatura interna ideal com o mínimo de desperdício: paredes e pisos termo-isolantes, técnicas construtivas que permitam melhor aproveitamento dos recursos naturais (ventilação, por exemplo), filtros solares nas janelas, condicionadores de ar e aquecedores mais precisos, cabos condutores de eletricidade com menor perda, além de eletrodomésticos, torneiras e chuveiros mais econômicos.

Bio-construção – O processo não termina aí. A preocupação se estende ao uso de materiais que não agridam a natureza, tanto na fabricação da matéria-prima como na construção imobiliária em si e no uso posterior do imóvel. Substitutos da madeira, tintas e vernizes menos tóxicos, vidros com filtragem seletiva de raios solares (evitando excessos e raios nocivos), equipamentos para reutilização da água e reciclagem de outros materiais (reduzindo principalmente os rejeitos sanitários e seus efeitos ambientais), até mesmo isolantes acústicos mais perfeitos, técnicas construtivas que permitam reduzir o canteiro de obras e conseqüentemente a agressão ambiental causada pela construção em si (e pelas demolições necessárias), são alguns dos exemplos.

O impulso, na Europa, é dado por uma série de regulamentações transnacionais, como os acordos para o uso da madeira (projeto europeu de florestas certificadas), a certificação ambiental voluntária ISO 14001, as leis de orientação energética, o Plano Solar, as leis de renovação urbana, o conceito de Alta Qualidade Ambiental (haute qualité environnementale – HQE), o novo projeto europeu LCC-Refurb (Life Cycle Cost analysis in Building Refurbishment), o projeto de regulamentação térmica RT-2500 que será adotado em 2006.

Aliás, a União Internacional dos Arquitetos (UIA) apresentou na conferência Batimat os resultados de seu programa de formação de arquitetos em desenvolvimento sustentável e integração de energias renováveis. Também está surgindo o Intelligent Building Group (IBG), para reunir os participantes desse novo mercado internacional de construções inteligentes.

E não se fala em redução de lucros, pelo contrário. Os industriais estão descobrindo um novo e lucrativo mercado para produtos com características de proteção ambiental, com maior durabilidade e menor despesa de fabricação. Os novos processos construtivos também resultam em economias importantes, que se traduzem num menor custo final das obras. O conhecimento dos novos materiais disponíveis no mercado permite aos empreendedores oferecer produtos imobiliários com novos atrativos aos consumidores. E estes ganham a perspectiva de menores custos de manutenção do imóvel, e até de obter algum lucro, como na possibilidade da venda da energia excedente.

Hoje, a noção de desenvolvimento durável é um fato. Esta é uma oportunidade de progresso e de agregar valor à construção. Tem-se que cada vez mais encontrar soluções visando reduzir o impacto de suas atividades sobre o meio-ambiente, desenvolver planos que se integrem à solidariedade social, tudo objetivando uma eficácia econômica durável.

[Fonte]

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