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Arquitetura verde

Arquitetura verde

 

Você já ouviu falar na arquitetura verde? O conceito é uma alternativa para economizar energia, água e preservar o meio ambiente. Eis algumas soluções para tornar o mundo melhor!

 

Garagem e quintal

Lajes e chão cimentado são o cenário padrão nesses ambientes. O processo produtivo do cimento gera gás carbônico (CO2), um dos gases do efeito estufa. Cada tonelada de clínquer (cimento na forma básica) produz cerca de 600 quilos de gás carbônico. Outro ponto importante: o concreto não absorve a água da chuva, que pode escorrer pelas ruas e contribuir para enchentes e alagamentos.

Alternativa: crie um jardim. Comece plantando uma trepadeira – a planta se ergue nos muros e deixa o ambiente aconchegante. No chão, uma dica é plantar grama onde o carro é estacionado. Para economizar luz na garagem, instale um telhado de policarbonato. O material permite maior entrada de luz.

Cozinha

Nesse ambiente, os principais pecados são desperdício e falta de reciclagem. Uma família brasileira joga fora, em média, meio quilo de comida por dia. Dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) apontam que no Brasil são desperdiçados 26 milhões de toneladas de alimentos por ano, volume suficiente para alimentar bem 35 milhões de pessoas. De 100 caixas de produtos alimentares colhidas no campo, 39 não chegam à mesa do consumidor.

Alternativa: compre apenas o que for consumir e, sempre que puder, reaproveite a sobra da refeição para fazer algo diferente na próxima. Recicle: arrume dois baldes diferentes, um para jogar o lixo orgânico e outro para colocar os recicláveis. Se na sua rua não existir coleta seletiva de lixo, converse com catadores de lixo e combine com eles a retirada periódica do material reciclável.

Banheiro

De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, 2006, no Reino Unido, um cidadão de classe média gasta mais de 50 litros de água por dia dando a descarga – mais de dez vezes o volume disponível para as pessoas que não têm acesso a uma fonte de água potável na maior parte da zona rural da África subsaariana. Com o banho, a história é parecida: 15 minutos de ducha consomem 135 litros de água.

Alternativa: se você mora em um edifício, sugira a instalação de hidrômetros individuais – a expectativa é de que haja redução de 20% a 30% no consumo de água. Uma sugestão para economizar água é utilizar a da chuva para descargas ou limpeza do chão, que pode ser captada com um galão. Ou, uma alternativa mais sofisticada é criar uma cisterna. Em um telhado de casa de classe média, de 100 metros quadrados, em São Paulo, chove por ano cerca de 150 mil litros de água. Isso é metade do que uma família de cinco pessoas utiliza ao longo do ano.

Quartos e sala de estar

Geralmente, a tinta usada nas paredes desses ambientes é à base de solventes, que contêm substâncias tóxicas. Algumas janelas, ainda, são de PVC, material proibido em diversos países pela suspeita de causar câncer quando inalado. Em alguns casos, os cômodos são quentes ou frios demais e com pouca ventilação. Isso aumenta o uso de aquecedores ou ventiladores.

Alternativa: utilize tinta à base de cal ou silicatos. Ambos permitem que a parede “respire” e são naturalmente fungicidas, por isso, não precisam usar produtos químicos para combater micro-organismos. Outra opção é a tinta à base de água. Para as janelas, as de madeira causam 43% menos dejetos do que as de PVC. Nesse caso, é importante verificar a origem do material (para garantir que ele não veio de desmatamento ilegal ou de locais com trabalho escravo). Dica para diminuir o calor do quarto: faça uma manta de Tetra Pak, que absorve a luz solar (confira o passo a passo no site www.ecopratico.com.br).

Fonte: Revista Natural

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